A Síndrome de Burnout foi incluída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na nova Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que começa a valer em 2022. Caracterizada por ser um “estresse crônico”, a patologia se associa ao esgotamento no ambiente de trabalho. A lista é realizada a partir da avaliação de especialistas de todo o mundo, sendo utilizada no estabelecimento de tendências e estatísticas de saúde. O aumento das jornadas de trabalho, a imposição de metas abusivas, a falta de autonomia e o não reconhecimento explicam algumas das causas do transtorno.
A definição mais aplicada à doença é a de que representa um estado físico e mental de exaustão, originada pelo excesso de trabalho em um local emocionalmente desgastante. Em geral, o problema começa com uma crise de ansiedade ou pânico antes de sair para trabalhar e, depois, os sintomas se intensificam e culminam na Síndrome de Burnout. Quando o desânimo começa no fim de semana ao lembrar do dia de retorno às atividades, é provável que a pessoa esteja apresentando os primeiros sinais. Vários pacientes contam que sonham com o trabalho e só falam sobre isso, sentindo diversas insatisfações a ponto de faltarem e inventarem desculpas para não trabalhar.
Se você sentir cansaço excessivo - tanto físico como mental -, dor de cabeça frequente, dificuldade de concentração, sentimento de derrota, mudanças no sono e apetite, negatividade e alterações de humor, é necessário procurar ajuda profissional e tratar o problema. Além de incluir Burnout, a CID-11 terá outras atualizações: a saúde sexual passará a abordar incongruência de gênero, até então classificada na seção sobre enfermidades mentais. Transtornos oriundos por jogos eletrônicos também sofreram modificação e estão, agora, no capítulo sobre dependências.

