Para ajudar no combate Dia Mundial contra o Câncer, dia 4 de fevereiro , elaboramos uma lista com as principais formas de prevenir a doença. Prossiga a leitura e saiba como tornar sua vida mais saudável!
1- Não fume: essa regra é imprescindível para prevenir os cânceres de pulmão, cavidade oral, laringe, faringe e esôfago. Fumar libera no ambiente mais de 4.700 toxinas, que podem intensificar as chances de contrair infecções.
2- Adote uma alimentação balanceada: equilibre em suas refeições o consumo de legumes, frutas, verduras, feijões e cereais integrais. São os principais alimentos capazes de evitar o desenvolvimento de câncer.
3- Mantenha o peso corporal adequado: estar acima do peso é um risco para contrair a doença. Aproximadamente um terço de todos os casos podem ser prevenidos com alimentação saudável, manutenção do peso corporal e prática de atividades físicas.
4- Exercite-se: manter o corpo ativo, com caminhadas, dança ou simples ações como trocar o elevador pelas escadas são atitudes que já contribuem para uma melhor qualidade de vida.
5- Amamente: o aleitamento materno é a primeira alimentação saudável e protege as mães contra o câncer de mama, e as crianças amamentadas pela mãe têm menos chance de ter obesidade infantil.
6- Mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer exames periódicos: a cada três anos, é importante a realização de exame preventivo ginecológico. As alterações das células do útero são descobertas rapidamente com esse teste, conhecido como Papanicolau.
7- Evite bebidas alcoólicas: essas bebidas contribuem para o risco do aparecimento de câncer. Combinadas com o tabaco, aumentam ainda mais as possibilidades.
8- Cuide a exposição solar: evite pegar sol entre 10h e 16h. Lembre-se de passar protetor solar no rosto, lábios e corpo, além de utilizar chapéu e óculos escuros.
9- Vacine contra o HPV: o Ministério da Saúde distribui a vacina contra o HPV para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A vacina é essencial para complementar as práticas que previnem o surgimento do câncer do colo do útero. Mesmo as mulheres vacinadas precisam fazer o exame preventivo a cada três anos, a partir dos 25 anos. A vacina não protege contra todos os subtipos do HPV.
Com essas dicas, você consegue aderir a hábitos que promovem uma boa saúde e, de quebra, previne o desenvolvimento de certos tipos de câncer!
2- https://www.catho.com.br/carreira-sucesso/colunistas/noticias/profissoes/o-papel-do-medico-do-trabalho-na-qualidade-de-vida/
[Médicos do trabalho averiguam bem-estar dos trabalhadores] [Entenda a importância dos médicos do trabalho na preservação e melhora da saúde do trabalhador]
É difícil encontrar uma empresa que não tenha um médico do trabalho (MT), ainda que seja apenas para a realização de exames periódicos com os funcionários. A instalação das grandes indústrias – processo que começou em 1940 – acelerou a urbanização e construiu novas dinâmicas trabalhistas. Foi no contexto de criação da CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) que surgiu o médico de trabalho, passando-se a discutir a importância de garantir segurança e higiene aos trabalhadores. A partir de 1960, já existia uma legislação específica para esse profissional.
Para ser um MT, é necessário curso de especialização na área ou certificado de residência médica em concentração da saúde do trabalhador, reconhecido pela Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação. A função exercida é a de mediar as atividades do trabalhador e as consequências da realização destas para o seu dia a dia. Nesse cenário, é preciso que o médico do trabalho saiba administrar as demandas dos empresários e os limites físicos e psicológicos dos colaboradores.
É fundamental que o MT conheça todas as tarefas praticadas pelos funcionários, para que possa compreender os perfis e saiba determinar fatores que podem causar adoecimento. Outra finalidade da profissão é a de prevenir e conscientizar o trabalhador. Segundo o Dr. Mário Bonciani, diretor científico da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), a principal dificuldade enfrentada são os problemas mentais e a LER/DORT (Lesões por Esforço Repetitivo/Distúrbio Ostenomuscular Relacionado ao Trabalho).
A necessidade de haver esse especialista depende da Norma Regulamentadora (NR), que define a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de empregadores e instituições que tenham trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Operacional – PCMSO. O objetivo é preservar a saúde e promover práticas de cuidado aos trabalhadores.
O campo de atuação dos médicos do trabalho é variado. Enumeramos abaixo as principais áreas, segundo o site da Anamt:
1- Nos locais de trabalho ou produção: as empresas, como empregado nos Serviços Especializados de Engenharia de Segurança e de Medina do Trabalho (Sesmt), como prestador de serviços técnicos, a fim de elaborar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).
2- Na fiscalização e normalização das condições de Saúde e Segurança no Trabalho (SST) aplicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
3- No serviço público de saúde e na criação de ações de saúde do trabalhador.
4- Assessorando sindicalmente a saúde do trabalhador em organizações sindicais e de empregadores.
5- Na Perícia Médica da Previdência Social, como seguradora do Acidente do Trabalho (SAT).
6- Na atuação conjunta ao Sistema Judiciário na função de perito judicial em ações trabalhistas, cíveis e de promotoria pública.
7- Na docência e capacitação profissional.
8- Na pesquisa sobre as relações entre saúde e trabalho.
9- Em consultoria privada no campo da SST.
Independentemente do setor escolhido para atuar, o médico de trabalho deve compreender e trabalhar para assegurar uma relação positiva entre a saúde e as funções exercidas. “É fazer com que este processo seja muito mais um gerador de saúde do que de doenças”, conclui Bonciani.

